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  • 'CS: GO': jogo que inspirou comemoração de Neymar, já foi proibido no país e tem campeões mundiais brasileiros; saiba mais

    'Counter-Strike: Global Offensive' tem história de controvérsias e sucesso, com Neymar e outros milhões de fãs. Justiça brasileira já tentou proibir e um dos criadores foi preso por exploração sexual. Imagem do jogo CS: GO mostra lançamento de flashbang, que inspirou comemoração de Neymar Reprodução A comemoração do gol do Neymar contra o México, com ele e os outros jogadores tapando o rosto com os braços, parecia uma imitação do choro do Quico, personagem do mexicano "Chaves". Mas era referência ao jogo "CS: GO", um dos mais controversos e bem-sucedidos da história dos games. "CS:GO" é a sigla de "Counter-Strike: Global Offensive". É a versão atual de "Counter-Strike", jogo de tiro surgido em 2000, e que entrou na fase "Global Offensive" em 2012. Confira comigo no replay: antes de colocar o braço no rosto, Neymar faz o gesto de jogar uma bombinha. É o flashbang, item que provoca o efeito de cegueira no jogo. Os jogadores da seleção já mostraram o game nos bastidores em redes sociais. Ou seja: foi "CS: GO" mesmo, não Quico. Initial plugin text Leia sobre o "Counter-Strike: Global Offensive" e clique nos links para saber mais: A Justiça já baniu o jogo no Brasil Em 2008, ainda antes do lançamento da versão "Global Offensive", "Counter Strike" foi considerado "nocivo à saúde do consumidor" e recolhido de lojas no Brasil. Uma grande discussão sobre jogos de tiros aconteceu na época (veja uma das matérias do G1). Segundo o descrição do Procon de Goiás na época, "o participante pode escolher o lado do crime: virar bandido para defender a favela sob seu domínio. Quanto mais PMs matar, mais pontos. A trilha sonora é um funk proibido". A venda só voltou a ser liberada no ano seguinte, em 2009. Brasil tem campeões de Counter-Strike O G1 acompanhou em 2016 uma grande vitória brasileira. Foi a conquista da equipe brasileira SK Gaming, que bateu os americanos da Team Liquid na SL One, competição de "CS:GO". Foi uma das primeiras e mais marcantes vitórias brasileiras dos eSports. A SK Gaming está atualmente sem time, após a saída de seus principais jogadores. Mas ainda é o único bicampeão consecutivo dessa batalha. Criador foi preso nesse ano A marca parece atrair polêmica, mesmo que não seja no jogo em si. Em fevereiro de 2018, Jess Cliffe, um dos criadores do jogo, foi preso pela polícia de Seattle, acusado da exploração sexual de uma criança. A Valve, empresa na qual Cliffe trabalha como designer de games desde 2003, o suspendeu após a prisão. Cliffe criou o jogo com a ajuda do designer Minh Le a partir de modificações no clássico "Half-Life". Tempos depois, a Valve comprou os direitos de "Counter-Strike", e lançou novas versões do jogo, como "Counter-Strike: Global offensive". 'Counter-Strike: Global Offensive' Divulgação
  • Copa de Hits: após acertar os 2 jogos, G1 simula Brasil x Sérvia no 'Fifa18' com MC Loma; veja

    G1 chama cantores de hits da Copa simular jogos do Brasil no videogame. MC Loma representa o Brasil contra a Sérvia, fala de vida pós-'Envolvimento' e possível turnê pela Europa. Copa de Hits: MC Loma e as Gêmas Lacração Começou como brincadeira, mas a coisa ficou séria. Depois de acertar o empate do Brasil contra a Suíça, e cravar o placar da vitória de 2 a 0 sobre a Costa Rica, a Copa de Hits, em que o G1 convida músicos para jogar no videogame as mesmas partidas do Brasil na Copa, convoca MC Loma e as Gêmeas Lacração para simular a partida derradeira contra a Sérvia, que acontece nesta quarta-feira (27), às 15h. A boa notícia é que, se depender das criadoras de “Envolvimento” e “Disputa do Bumbum”, Neymar e companhia se classificam com folga às oitavas da Copa do Mundo na Rússia. Num confronto simulado no game “Fifa 18”, Loma conseguiu uma vitória tranquila de 4 a 0 sobre os adversários. Assista no vídeo acima à terceira edição da Copa de Hits, com MC Loma e as Gêmeas Lacração. Copa de Hits: Atitude 67 simula Brasil x Costa Rica no 'Fifa 18' e fala sobre música 'Agora é hexa' Copa de Hits: MC WM simula Brasil x Suíça no 'Fifa 18' e fala sobre 'Copa do Bumbum' e 'Fuleragem' MC Loma e as Gêmeas Lacração no clipe de 'Treme treme' Divulgação Após atingirem listas de mais ouvidas e conseguirem quase 250 milhões de visualizações no YouTube com “Envolvimento”, Loma e as irmãs Mirella e Marielly lançaram “Disputa do Bumbum” a tempo de embalar a campanha brasileira da Copa. Para isso, no entanto, a canção teve que passar por algumas transformações. “Eu mudei algumas coisas, já tinha ela no meu bloco de notas”, conta Mirella. “Escrevi uma música normal, mas depois coloquei umas coisas de Copa.” Em relação à competição, o empate na estreia foi decepcionante, mas elas acham injusto a cobrança sobre Neymar. “Eu fiquei meio que sem esperança. Não vou mentir”, diz Loma. “O povo só bota pressão em Neymar. Ele dá o máximo dele.”
  • Bitcoin despenca 70% seis meses após atingir pico de US$ 20 mil; analistas falam em 'estouro da bolha'

    Moeda virtual chegou a ser vendida a US$ 20 mil em dezembro; maior escrutínio de autoridades financeiras e ceticismo derrubaram a cotação. Representação da moeda virtual bitcoin Jack Guez/AFP A desconfiança do mercado financeiro fez o bitcoin derreter desde o fim do ano passado, quando chegou a ser vendido por US$ 20 mil, a maior cotação da história da criptomoeda. Desde dezembro de 2017, a moeda virtual beira os 70% de queda. Enquanto a euforia de investidores contribuiu para levar o preço do bitcoin às alturas, o maior escrutínio de autoridades financeiras sobre levantamentos de capita com toda e qualquer moeda criptográfica ajuda a segurar o ânimo com a maior delas. Soma-se ainda a desconfiança, levantada por acadêmicos e firmas de análise de mercado, de que a guinada do bitcoin foi sustentada artificialmente por um esquema quase tão complexo quanto as próprias moedas digitiais criado por uma das maiores “casas de câmbio” dessa área. A valorização do bitcoin, que só no ano passado disparou mais de 1.000%, acendeu o sinal vermelho para a formação de uma bolha especulativa. Se 2017 foi um ano de crescimento astronômico para o bitcoin, o mesmo não ocorre em 2018. Desde o começo do ano, a moeda virtual já caiu 54%. Na última sexta-feira (22), era negociada a US$ 6.198. Já em relação a dezembro do ano passado, quando atingiu os US$ 20 mil, a derrapada é ainda mais intensa: de 69%. Com o declínio, especialistas avaliam que a bolha possa ter estourado. “A gente teve aquela grande escalada de preço no fim do ano, que foi o grande excesso. Hoje, em retrospectiva, a gente consegue enxergar que houve uma grande euforia”, diz Fernando Ulrich, especialista em criptomoedas da XP Investimentos, uma das maiores corretoras de investimentos do Brasil e que está em processo de aquisição pelo Itaú. “Tinha gente que dizia que era bolha na época. Acho que sim, tinha um grande excesso de preço.” Veja no vídeo abaixo o que é bitcoin: Educação financeira: entenda o que é o Bitcoin Veja perguntas e respostas sobre o que é bitcoin Ceticismo “Flutuações semelhantes já aconteceram no mercado de ‘criptoativos’ ao longo dos últimos anos. Entendemos como um movimento natural do mercado reagindo a diferentes acontecimentos como regulações e proibições em alguns países, casos de invasões de hackers a corretoras”, diz Youyang Jiang, diretor-geral da CoinBene, uma das maiores exchange do mundo que acabou de chegar ao Brasil. As investidas de órgãos de controle financeiras atingem em cheio uma das principais peculiaridades do bitcoin: a de não estar sob a supervisão de nenhuma autoridade financeira. Só que os investimentos feitos em moedas criptográficas que seguiram o rastro do bitcoin entraram de vez na mira de reguladores do mercado. No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) proibiu que fundos invistam em criptomoedas. A SEC, equivalente à CVM para os Estados Unidos, revelou em março ter aberto investigações sobre ofertas públicas iniciais de moedas virtuais, as ICOs. Elas são vendas de fatias de um determinado negócio. Só que, em vez de ações, os compradores adquirem novas moedas virtuais, geradas apenas para aquela transação. Outra pedra no caminho do bitcoin é o aumento das suspeitas de que o preço só subiu porque uma das maiores “corretoras” de criptomoeda manipulou o mercado. A corretora Bitfinex passou a encontrar dificuldade de encontrar bancos que gerissem suas contas correntes. Por isso, inventou o Tether, que, segundo promete, equivale a US$ 1. Assim, à medida que alguém usava US$ 1 para comprar alguma criptomoeda na Bitfinex, um Tether era emitdo. Dessa forma, o Tether, que não é uma moeda criptográfica, mas, sim, uma “ficha” digital funciona, na prática, como uma nota promissória de dólar. Só que o Tether passou a ser aceito por outras corretoras, também impedidas de trabalhar com dólares por não ter conta em banco. A ideia é que a troca de Tether por dólares possa ser feito a qualquer momento, mas os fundos para cobrir a quantidade de Tether em circulação nunca foi comprovada. Pesquisadores da Universidade do Texas descreveram em um estudo que as movimentações de Tether responderam por até 50% da valorização do bitcoin nos 12 meses anteriores a março de 2018. O professor John Griffin e a pós-graduanda Amin Shams estimam que, sem a circulação de Tether nesse período, o bitcoin valeria cerca de US$ 4,1 mil em março de 2018 – na época, porém, era vendida a US$ 7 mil. “O dólar Tether pode ter tido uma influência, sim”, diz Ulrich, mas ressalta que sua presença não foi “preponderante”. Normalização Os especialistas não descartam que a queda foi substancial, mas a encaram como uma tentativa do mercado de trazer sua cotação para um patamar mais sustentável. “Essa reversão deve ser uma normalização”, diz Ulrich. O diretor-geral da CoinBene concorda: “O mercado deve amadurecer no mundo inteiro”. “Previsões de preços são sempre muito difíceis, mas esse é mais ou menos o patamar para os mineradores ficarem no zero a zerou ou minimamente rentáveis”, completa. “Não é um piso, mas é um indicador do que seria algo mais saudável.” Mineradores são as pessoas que cedem a capacidade de seus computadores para que as transações de bitcoin sejam realizadas. Como a transferência de moedas requer a realização cálculos matemáticos complexos, é necessário o uso de processadores potentes para decifrá-los. Em troca, os mineradores recebem algumas moedas de tempos em tempos. Só que, como manter essas máquinas custa caso, principalmente com a energia para que funcionem e fiquem resfriadas, os mineradores podem acabar tendo de operar no vermelho caso o preço do bitcoin caia muito. “Há diversos fatores para a valorização ou queda dos ativos digitais, que hoje são mais de 2 mil. O lado interessante dos últimos acontecimentos é o maior interesse da pesquisa acadêmica econômica. Isso pode ser muito positivo para o mercado”, diz Youyang Jiang.